A IL absteve-se na votação para acabar com o imposto das SCUT. A IL votou a favor do aumento de salário de 5% dos deputados.
Mariana Leitão trabalhou na Sonangol, uma empresa estatal. Ainda por cima, uma estatal que pertence a uma ditadura.
A IL diz-se um partido defensor de todas as liberdades, mas quem cala consente. O partido não disse nada sobre a tentativa da esquerda de ilegalizar o Chega. Alguns poderão dizer que não é a IL que o governo quer ilegalizar logo o partido não tem que opinar sobre este caso. Segundo este ponto de vista, ninguém devia criticar as prisões políticas até ser atingido por elas. Ninguém devia criticar a censura até ser censurado ou ninguém devia criticar Kim Jong-Un até estar preso na Coreia do Norte. Esperemos que não, mas se um dia um governo quiser ilegalizar a IL, este partido não vai ter moral nenhuma para pedir ajuda.
A IL diz-se um partido 100% liberal. Quem também era totalmente liberal era Murray Rothbard. Ele defendia que cada ser humano poderia fazer o que bem entendesse desde que não iniciasse agressão contra outros. De ínicio esta filosofia parece bonita e até poderia sair em qualquer livro rasca de auto-ajuda.A ideia fica muito feia se pensarmos nela por mais de um minuto. No seu livro "Ética da Liberdade", o próprio Murray dá um exemplo: a criança recém nascida, uma vez sendo um ente singular, tem direito à “auto-propriedade” e, por esse motivo, os pais não têm direito de lhe causar danos diretos: não podem bater-lhe, torturá-la ou assassiná-la. Porém, obrigar legalmente que os pais cuidem dos seus filhos (alimentando-os, por exemplo) é uma violação das liberdades individuais dos próprios pais. Sendo assim, deveria ser legalmente garantida a possibilidade dos pais abandonarem os seus bebês para morrer (deixando de os alimentar, por exemplo).
João Cotrim Figueiredo diz-se liberal e isso só faz dele um incoerente. Ele fez parte do governo Passos Coelho que fez "um enorme aumento de impostos" segundo o próprio Vitor Gaspar. Pelos vistos os liberais só defendem impostos baixos enquanto estão na oposição. E o próprio enquanto presidente do Turismo de Portugal estatizou todo o sector das apostas desportivas. Mais uma hipocrisia: Como é que alguém que se diz liberal aceita ser presidente de uma estatal que regula um sector económico.
Até meados de 2015, o sector das apostas desportivas mal era regulado pelo estado e pagava poucos impostos.
- João Cotrim Figueido presidente da estatal "Turismo de Portugal" e Adolfo Mesquita Nunes secretário de estado do Turismo proibiram todas as empresas de apostas de actuarem em Portugal.
- Em seguida criaram a estatal Placard através da Santa Casa. Embora muita gente pense que a Santa Casa não é estatal, mas é. Tanto que António Costa reconduziu Santana Lopes na presidência (1).
- Durante mais ou menos um ano a Placard teve o monopólio das apostas desportivas em Portugal. Durante esse tempo tivemos um choque tecnológico ao contrário. Passamos das apostas na internet para apostas no papel e caneta. Antes de 2015 só podia apostar quem tivesse cartão de crédito ou seja só maiores de idade.
Como as apostas em papel passaram ser feitas nos cafés, os menores de idades passaram a apostar também. Não devem, mas podem. Como se sabe a fiscalização, bem ou mal não existe nos cafés. (2) Qualquer pessoa que já andou na escola sabe o quão fácil é para um menor comprar cigarros.
- Hoje em dia o Placard já não tem o monopólio, mas o mercado é altamente regulado com regras absurdas e as empresas pagam até 30% de impostos. (3)